terça-feira, 19 de novembro de 2013

Meu anjinho Rafael!

Amizade é um mistério
Acontece por acaso
Um encontro não marcado
De duas almas parecidas
De diferentes vivências
Que compartilha experiências

Amigo é um irmão
Que escolhemos pra vida
Nos recebem na chegada
E nos apoiam na partida

Nos sentimos tão a vontade
Não temos vergonha, pudores
Somos espelho um do outro
Partilhando alegrias e dores

Como saber ser amigo
Se não ensinam nos livros
A arte de cuidar e repartir
Ser verdadeiro e dizer coisas
Que não queremos ouvir

Com você, meu anjinho
Dei as maiores gargalhadas
Me joguei no chão
Sem ser moderada

Você é meu confidente
De intimidades e aflições
Segredos e fofocas
Babados e confusões

Mas isso tudo
Tem um por quê
Uma razão
Um capricho da vida
Que encantou meu coração

O dia que me chamou de amiga
Soube que te conquistei
E desde então
Nunca mais te deixei

Amizade que não é
Da boca pra fora
Amigo que me ama
E me salva a toda hora

O preço desse encontro
Não tem como calcular
Mas se um dia for possível
Eis como ele vai ficar:

Infinita felicidade
Por essa amizade
Eterna satisfação
Por sermos irmãos
Indizíveis palavras
De agradecimento
Por ser meu amigo

Em todos os momentos.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Domingo.

O Domingo
Da minha janela
Tem cheiro de alecrim
Açúcar na panela
Para a calda do Pudim

Lá na rua ta passando
Um carro da mudança
Com colchão, armário
E um monte de lembranças

Todos que passam
Um pouco de si, deixam
Vão para o Sul
Para o Norte
Vão atrás da própria sorte

Paisagem com cara
De poesia
Você chega por trás
E me arrepia

Nossos corpos conversam
Enquanto sua boca me suga
Me emociona pensar
No tempo de nossas rugas
Onde apenas uma vida
Seria pouco para ser sua
Pra amar com esse amor
Sem medidas

Saio da janela
Pra evitar embaraços
Pra passar o resto do Domingo
Em seus braços.


                                                 Diana Paiva

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Minha Rainha!

Seu cheiro, sem igual
Foi meu primeiro suspiro
Sopro de vida.
Sua voz doce rouca
Minha canção mais ouvida

Em seu colo fiz morada
Com meses e até hoje em dia
Sempre corri para seus braços
Na tristeza ou na alegria

Seu sorriso é como um quadro
Uma sublime obra de arte
Nada encanta mais meu coração
Do que sua espontaneidade

Com bom humor e piadas
Leva a vida tão sofrida
Cheia de trabalhos e luta
Conquistas com labuta

És guerreira
Pai e mãe
Heroína e justiceira
As surras que me dera
Valeram pra vida inteira

Te sou grata por todo carinho
Amor e cobrança
É sua luta por nossas vidas
Que me inspira e me dá esperança

Que um dia eu possa ser
A mãe que me fora
Exemplo de mulher
Filha, irmã, progenitora

Foste muito corajosa
Em deixar seu lar
Em busca de sua vida
Em busca de seu lugar

E mesmo que eu dissesse
Todo adjetivo
De um dicionário
Seria pouco
Em declarar
O que no meu peito está

Por ti mãe
Sou louca
Te amo em demasia
Obrigada por ser
Minha irmã, minha amiga, minha vida!


                                                             Diana Paiva

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Uma canção.

Você é como uma canção
De partitura perfeita
Notas sincronizadas
Que ressoam afinadas

Quem te conhece bem
Te canta e se embala
Com suas cifras fáceis
E tablaturas complicadas

Se por um lado
Pareces uma opera organizada
Por outro
És uma batida improvisada

Você que é um espetáculo
Sublime representação dessa arte
Onde uma musica é pouca
Pra tanta intensidade

Essa musica é a canção
Que sara feridas
É festa, sentimento
Melodia da minha vida

São tantos os elementos
Presentes nessa polifonia
Que a cada verso novo
Aumentamos nossa sintonia

Quando te toco
Alcanças o auge da arritmia
Com harmonias ruidosas
Expressando euforia

Ah, como eu amo essa canção
Não me canso de ouvi-la
Somente um remix dela
Poderia substituí-la

Um concerto, um show
De Blues, Jazz, Rock e Samba
Quando ouço a batida
Do coração que me ama!


                                                    Diana Paiva

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Dois peixes...

Dois corações
Dois peixes
Que vivem uma unidade
Sentido real da vida a dois
Dois amores de verdade

Dois peixes
Que fora d'água se encontraram
E agora
Respiram amor

Mar abundante
Que inunda os sentidos
Uma doce liberdade
Entre mulher e marido

Basta um olhar
Para vislumbrar
Uma realidade só nossa

Onde um começa e o outro termina
Compreensão e empatia
Pra curar cicatrizes dolorosas

Dois corações sem medo
De percorrer os segredos
De uma mágica descoberta

Dois peixes em busca
De viajarem todo dia
Um ao lado do outro
Nos mares dessa vida

Me ensina a nadar
Que de medo
Não me atrevo

Me leva com você
Até o infinito nascer
Com os primeiros raios de Sol

Dentro do meu peito
Um cardume
Cada peixe é um beijo

Vamos mergulhar
Nessa transcendente atmosfera
Porque somos peixes
Que não esperam
Por correntes ou marés
Fazemos nossos caminhos
Nadando de role

Porque somos feitos
De mudanças
Que nos transporta para o bem
E nos tiram das profundezas
Nosso amor
É a mais pura e sublime
Manifestação da natureza



                                              Diana Paiva

Seus olhos azuis.

Seus olhos azuis
Quase não me reconhecem mais
Sua voz tão baixa
Ainda tem o mesmo deboche
Nem mesmo sentindo dores
Perdes seu bom humor

Sua face mostra
Seus 84 anos de histórias
Onde em alguns deles
Fazendo parte suas rodas

Lembro-me de teu cigarro
De teu fumo de rolo
Sendo apertado
Suas unhas amareladas
De nicotina
Sempre jogando
E bebendo seus drinks
De olhos nas saias das meninas

Tua imagem representa
Meu pai, meus tios
Os dias que brinquei no seu quintal
Fizestes de minha infância
Uma roda de ciranda
Frutas no pé
Água de poço
Biscoito de sal

Bananinhas no almoço
Programa na rádio
Matinal

Teu jeito malandro
Faceiro
Jeito de quem sabe o que diz
Os filhos de dona Raimunda
Mulher que te fez feliz

Quem é você que me encanta
Depois de anos de distância
É teu sangue que corre no meu
A benção vovô, fique com Deus.


                                                    Diana Paiva

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Tempo!

O tempo é um tormento
Quando falta
É um tédio
Quando sobra
Um instante
Quando acorda
Uma semana
Quando drama
Uma pausa
Quando cama

O tempo é sombrio
Sem ideias
É um peralta
Tempo alegre
Uma eternidade
Quando trabalha
Um alívio
Quando dá tempo

Quanto tempo se tem
Em tempos de tempestade?
Como leva tempo
Os tempos de saudade

Se o tempo for ligeiro
Não entre em desespero
Há tempo pra toda idade
Não há tempo na cidade

Não tem tempo pra isso
Não tem tempo pra aquilo
Todo tempo é divindade

O tempo é
O que acha que deve ser
A hora que quiser

Só o tempo pra resolver
Quanto tempo
O tempo será
Só o tempo pra decidir
Quando o tempo irá parar

                                               Diana Paiva

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Crítica do julgamento!

Da Critica da Faculdade
De um certo Juízo determinado
Transcendemos as barreiras
Da experiência
Mediante a faculdade
Da imaginação

Ideias estéticas
Em forma de poesia
Esgotam a linguagem
Mostram-se em sua inteira medida

Buscam o inalcançável
Faculdade do improvável
Que de maneira ilimitada
Jamais deixa compreender-se
Em um conceito determinado

Porque conceito algum
Seria capaz
De descrever o que a mente
Sensibiliza através da intuição

O gênio opõe-se
Ao espírito de imitação
Pois ele é aquele
Que a natureza dotou
Para a bela arte

A bela arte por sua vez é
Expressão de liberdade
Que põe a razão
Como fundamento de sua ação

E assim percebemos
Que o juízo de gosto
Não é um juízo de conhecimento
Onde não o dizemos ser belo
Pelo o que ele representa
Enquanto objeto
Mas sim pelo o que o sujeito sente
Com prazer ou desprazer
Puramente estético e subjetivo
Dele apraz aquilo que faz sentido
Para quem o analisa
Com a faculdade do juízo...


                                                           Diana Paiva

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Sonho??!

Cheirinho no pescoço
Pra me levar pra longe
Pra não querer mais nada
Pra ficar horas
Pra me perder
E me encontrar
E te amar e te amar e te amar

Só você pra me salvar
Dessa selva de pensamentos
Loucos e insanos
Mundanos, profanos
Realidades impiedosas
Selva de maldade de gente suja
De mente cruel e inescrupulosa

Pensar o mundo e perceber
Que nada tem mais valor
Do que estar com você
Minha alma se encontra cansada
E só encontra morada
Ao lado teu

Os pesadelos
São devaneios
De um mundo real que se perdeu
De memórias curtas e falhas
De busca por soluções
Mudanças simples
Onde a maioria viveria em paz
E a parcela minoritária
Estaria diante de nós
Sendo igualdade e não exceção

E você meu cavaleiro alado...
Tendo diante de ti
Um mundo a ser desbravado
E curado dessas enfermidades
E maus dizeres
Resgata-me desta torre
Pois é aqui onde me encontro

De um lado dor e tristeza
Do outro um abismo
De incertezas
Onde não sabemos a natureza
De todo esse ódio em vão

Só mesmo você meu cavaleiro
Pra me dar a mão
E me fazer caminhar sem medo
De pés descalços
Nessa escuridão
E juntos emanamos
Uma luz chamada amor
A única capaz de amenizar
Toda essa dor

Somos juntos uma força
Capaz de seguir em frente
Com nossos sonhos
De ver essa gente sofrida
Ser mais gente nessa vida
Ter dignidade e respeito
E viver em paz
Que é nosso direito.

Vem meu cavaleiro andante
Que tua espada se chama labuta
Tua força está na luta
De querer ver sua gente
Vivendo de verdade
E não somente sobrevivendo
A toda essa maldade

Vem meu cavaleiro
Que meu orgulho está em ser
Sua dama, sua companheira
Sua amiga e guerreira
Que lutará ao seu lado
Sem temer
Pra acabar de vez
Com esse desamor.
                                   
                                      Diana Paiva

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Primeira vez...


No primeiro instante,
No primeiro olhar,
Já queria te namorar!
Seus olhos em conjunto com seu sorriso
Me fizeram viajar
Pra outra dimensão.

Me roubou o primeiro beijo!
Onde escrevia ali
A primeira linha dessa paixão.
Foi a primeira vez que permiti
Que alguém me beijasse assim.

Com você foi tudo de primeira!
Me abri, me entreguei,
Já quis ser sua parceira
Fechamento!
Não pensei dois tempos.
Tava certa do que eu queria.

As primeiras linhas desse amor
Foram escritas em poucos dias
Mas elas continham muitas sílabas
Repletas de poesias.

Você é a primeira pessoa que amo
Porque antes eu me confundia.
Você é meu primeiro homem.
Você é meu primeiro
Pensamento do dia!

É incrível, indescritível,
Sentir seu corpo
Fazendo parte do meu
Em um circuito de prazer,
Que vibra e corre em nossas veias
E agita cada poro
Onde me arrepio
Com seu toque celestial!

Sim... Sinto a presença de Deus
Em seus braços,
Dentro de seus abraços
E nossa energia paira
Protege, acalma...

Vai muito além
De um toque,
Supera os corpos,
Atravessa a pele.
Chego a temer
Esses instantes de plenitude
Que ocorrem em virtude
Do que sinto por você!

É a primeira vez que choro
De felicidade
Por sentir o amor de verdade.
Por reconhecer que ele existe
E está em nós.
Por vezes tê-lo imaginado
E tentado descrevê-lo...
E quando não conseguia
Não era por falta de palavras
E sim porque de fato não o sentia.

Uma vez pensei que meu amor
Poderia estar
Do outro lado do mundo.
Mas agora você é meu mundo
Meu amor, meu companheiro!
Não preciso de mais ninguém
Desse mundo inteiro.

Só a gente sabe a dança
Da nossa dança.
Nossos corpos se amam
Sem uma coreografia pronta
E quando nos damos conta
Já é dia...

Dias que passam
Sem muito tempo para nós.
E se mais tempo houvesse
Nosso amor transpassaria
As barreiras desconhecidas,
Porque as que conhecemos
Atingimos todas!

Quer dizer...
Continua, continua e continua...

Agora digo com propriedade
Que o amor que sua face transparece
É como um espelho onde digo
Te amo!
E amo-te volta pra mim.
Não por mera formalidade
Nem por algum tipo de reprodução.
São palavras ditas
Pra substituir àquelas
Que não sabemos a forma
Mas que impulsionam
Nosso coração.

No singular,
Porque agora somos um.

                                             Diana Paiva








sexta-feira, 21 de junho de 2013

Partícula de Amor!

Nosso amor
É uma partícula de átomo
Que não cabe no universo

Partícula de amor
Onde amo até mesmo seu gás carbônico
Oxigênio, hidrogênio
As partículas de seu respirar

Porque esse amor não cabe
Não cabe em palavras
Não cabe em gestos
Não cabe em nenhum lugar
Senão em nosso lugar
Só nosso
Onde o amor sempre irá
Transbordar

E quando transbordar
Dele flores nascerão
Exalando primavera
Enfeitando o coração

A esse amor não cabe
Comentários
Sugestões
Ele já é em si
Já está dado

Se completa!
É o meio e o fim
Nele mesmo
É um ciclo infinito
É um circulo sem fim
Vai amor
Volta amando

Não cabem os carinhos
Que de tantos 
Não cabem
Em nossos braços
Nossos abraços
Nos beijos molhados
Que a boca cala
Nossa insistente fala
Que só diz: Quero te amar!

E quando o olhar
Resolve dizer
No silêncio não cabe

Meu amor por você!

                                           Diana Paiva

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Amo tudo em você!

Não é impressionante
O gostar que a gente sente
De frente um para o outro

É importante
Perceber
Que cada gesto de você
Me atrai, me interessa

Normal ficar sem jeito
Diante do sujeito
Que não considera os defeitos
Difíceis de se amarem

Gostar da tua blusa
Teu sorriso, suas orelhas
Da forma que acorda
Da forma que se deita

Perco horas dando voltas
Na sua órbita bonita
Se estivesse a 10.000 anos luz
Eu seria abduzida

Isso por que
Não te vi banhando-se no mar
Deitado à cachoeira
Subindo uma árvore
Plantando bananeira

Quero te fazer gols
E rir das suas bobeiras
O jeito que você fica
Quando levanta as sobrancelhas

Te amo guri
Por sua fantasia
Por assumir a sua cara
Não se importando com as falas

Meu espelho meu
Meu, do meu bem querer
Bem te quero todo meu
E sou toda pra você.


                                               Diana Paiva

domingo, 2 de junho de 2013

Contos de fatos!

Abri uma brecha no tempo
Antecipando sua chegada
Tava cansada
De dar soco em ponta de faca
Morder maçãs envenenadas
Beijar sapos que não queriam me beijar
Dormir pra nunca mais acordar

As florestas
Já não eram mais encantadas
Não tinha graça
Todos aqueles doces e balas
As cores eram projetadas
Dentro de uma realidade sintética
E inventada
As historias não eram mais
Contos de fadas

Eu não precisava de ninguém
Que acreditava que iria salvar minha vida
Que iria me tirar do alto de uma torre
Que me despertaria do sono eterno

Abri uma brecha no tempo
Pois estava esperando por você
Que não veio em um cavalo branco
Com toda aquela historia
De felizes para sempre
Mas que veio pra cuidar
E ser cuidado
E fazer com que sejamos felizes
Lado a lado.


                                                       Diana Paiva

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Fiz um samba pra ela!

Foi na favela
Cultivar àquela flor
E desse samba
Nasceu um novo amor

Entre um beco e outro
Gambiarras na janela
Vou subindo o morro a pé
Só pra ver se encontro ela

Subiu na laje
Pôs a roupa no varal
Canta o samba na viola
Anuncia o carnaval

A beleza rara
Difícil de confundir
Basta uma saia rodada
Pra no samba ela cair

Lá no Engenho,
Cordovil, Inhaúma
Na Gamboa, na Saúde
Em Manguinhos ou na Pavuna

Por onde andas
Não preciso anunciar
Seu sorriso ilumina
E faz o povo se encantar

Agora que sei
Como é seu rebolado
Não te largo ai a toa
Quero ser seu namorado

Se me permites,
Te cuidarei minha linda flor
Com gotinhas de beijinhos
Misturadas com amor

                                               Diana Paiva


O que você fez...

O que você fez menino!
O que você fez?
Já chegou bagunçando comigo
Já chegou invadindo o portão

E quando você sorriu?!
Puta que o pariu!
Isso mesmo...
Vai ter sorriso lindo assim
Lá longe.

Você sorri com os olhos
Alma
Brilha
Cativa
Disfarça

Não acredito...
Veio de óculos.
Perfeito pra mim!
Acho que de uma quinta-feira
Nunca estive tão afim!

                                             Diana Paiva

terça-feira, 21 de maio de 2013

Encaracolado.


Em caracóis
Encaracolados
Encara colado
Calado
Atento
Aéreo
A sós.
Encaracola nos meus lençóis!

                                              Diana Paiva

domingo, 12 de maio de 2013

A Lua...


No dia em que sentir a falta
De minha forma nua
Lembre-se de que a Lua que vejo
É a mesma que está na sua rua

Quando der vontade de gritar meu nome
Chame com ternura
Estarei em seus sonhos
Onde posso ser sua

Nos dias de calor
Procure a praia
E me encontrarás
À beira do Mar

No dia em que de mim
Nem mesmo lembrar
Aproveite o seu peito
Pronto pra amar

Se um dia o desespero
Te causar a dor
Lembra que alguém te ama
Abaixo da linha do Equador

                                               Diana Paiva

O Sol Ocidental!


Que sorte ela terá agora
Enfim ela o terá nos braços novamente
Depois de toda aquela distância
Depois de quilômetros de saudade
Enfim você voltará aos braços dela

Minhas lágrimas já sabem
Que caminhos devem percorrer
Há muito eu venho ensaiando
Para o dia em que fosse te perder

Quando voltares
Estarei vazia
Desse sentido que hoje me apego
Será uma tentativa
De voltar a minha realidade sem medo

Como não me dei conta
De que o tempo que prometia
Já chegou à minha cabeceira
Se tu vais ao encontro dela tão longe
Sinto que a amo sem nem mesmo conhecê-la

Vejo-me agora sufocada
Pelos beijos que não são meus
Pela imagem do teu corpo
Pela vontade do seu sexo
Pelo silêncio do meu amor

Vai e não volta
Se não for pra ser meu
Eu destranquei a porta
Escancarei as janelas
Para o Sol brilhar no meu apogeu.

                                                         Diana Paiva

domingo, 5 de maio de 2013

O amor...

O amor...
Ele é um safado!

O amor
É uma puta
Uma vadia
Uma vaca

O amor é
Um corno
Um selvagem

O amor
É fraco
Medroso
Patético
Sistemático

O amor
É dor
Morfina
Abismo
Retina

Amor
É pena
Cruz
Solidão

Amor é
Beco
Viela
Favela

O amor
É prisão
De onde
Nunca mais
Quero sair.

                                                              Diana Paiva

Te quero!


Se eu pegar na sua mão você vem comigo?
Quero te levar pra minha casa...
Lá tem colo, tem cheirinho, tem amorzinho...

Se eu pegar no seu rosto, posso dizer que te amo?

Quero você sendo parte do meu corpo
Cada pedaço de mim já reconhece você
E vibra com seu toque

Minha pele que te envolve
Sofre nessa distância de dois bairros

O seu corpo... Ah o seu corpo.
Não preciso de mais nada.
Não preciso de mais ninguém
Não quero que ninguém mais me toque
Só quero o seu toque

Quereres e quereres...
Quero ser sua dona, sua puta, sua parceira
Você já tem uma cúmplice?

Quem se importa...
Por trás da porta
Nossa respiração
Nosso sono adiado
Seu beijo é meu
Meu beijo no seu membro

Te desejo como uma manhã de Sol
Quase me arrependo
Nosso sexo?
Sabe o holocausto?
Imagina o oposto...

Te machuquei?
Não, pelo contrário
Qual é o contrário de machucar?
Prazer!

Agora entendo por que só aconteceu agora
Não seria capaz de suportar tanto sentimento
No meu peito anos atrás...

Só sei que te quero.

Ninguém me tinha dessa forma ha tempos...
                                                                        Diana Paiva

Quem eu procuro...


Quem eu procuro?
Onde você deve estar?
Eu sei onde você está...
Mas você não é mais quem eu quero.
Mas como isso é possível?
Se é só você quem eu quero...

Você me julga, me maltrata
Não me entende.
Mas é você quem me ama,
Quem me ama!
Quem me ama?

Você tinha tudo
Pra ser tudo pra mim.
Eu amo tudo em você
Exceto a parte que você me castiga
Eu queria dormir e acordar com você
Eu não quero nunca mais te ver

Sinto falta de ouvir sua voz
Seu sorriso
Mas que sorriso se você nunca sorri
Lembra de como eu choro?
Você só me faz chorar


Sua fala me incomoda, me perturba
Sinto falta de suas ligações fora de hora
Você me entorpeceu, me envolveu
Você me permitiu amar sob efeito de uma droga
E por vezes nosso amor foi uma droga

Agora, quando a musica parar de tocar
Eu vou só pra casa
Eu vou com um estranho pra casa
Buscando nele um pouco de você
Querendo encontrar nele
Nada de você

Você me faz gritar
Me enfraquece
Me faz querer desaparecer
Mas você me amou como ninguém
E aqui estou eu
Sentindo falta do que não existe
Querendo alguém que não é você
Querendo você

Eu quero ficar só
Eu preciso de você!

Numa tentativa frustrada
De te amar
Do meu jeito de amar
De me entregar pra quem possa me amparar
Pra alguém forte como você
Você que é tão fraco
Uma criança
Meu bebê...


                                                                        Diana Paiva